Liliana Velho esteve em residência artística no Museu de Olaria de Barcelos. A intervenção artística retrata uma oleira em processo de trabalho, que constrói pequenos músicos para formar uma banda filarmónica, um dos vários temas do figurado de Barcelos. Enquanto trabalha é distraída pelo músico que toca flauta e não resiste a esboçar-lhe um sorriso. Na mesma mesa de trabalho outra ação decorre. A confusão instala-se com a invasão de pequenas criaturas travessas, os Diabos, que se divertem roubando os instrumentos aos músicos e fazendo-os perder a compostura. O cenário é uma espécie de realismo mágico onde se imaginam histórias entre as diferentes figuras singulares do figurado de Barcelos, um entrelaçar da realidade com a fantasia, tentando retratar uma pequena parte do ofício da cerâmica e homenagear os artesãos locais, as temáticas e tradições de Barcelos.
Liliana Velho
Portugal, 1985
A prática de Liliana Velho parte da observação botânica para reinventar, em barro, um vocabulário próprio sobre a paisagem: plantas colhidas no campo - em Montemor-o-Novo e em Viseu, os dois lugares onde diz ter o coração - dão origem a peças de cerâmica que oscilam entre o registo direto da natureza e a invenção de micro ecossistemas.Nascida em Lisboa em 1985, licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (20...