Em Marinhas, Juan Domingues pretendeu realizar uma pintura, de dupla face, representativa da história e das estórias, no feminino, da labuta dos moinhos. Numa das faces, partindo levantamento fotográfico da primeira metade do século XX, das gentes e da atividade moinhos desta região, o artista traduz o repositório imagético encontrado num desenho de harmonização entre a mancha e a linha. Acaba por se definir como qualquer coisa poética como a linha ou os traços ao longo do tempo. Em contraste, a parede interior do suporte, aborda a realidade atual, tendo recorrido a mulheres de diferentes gerações que usaram os trajes do folclore das Marinhas. O artista focou-se nos rostos e nas mãos procurando na composição a interação entre elas, na forma de diálogo silencioso.
Juan Domingues
Portugal, 1981
Juan Daniel Domingues constrói o rosto como quem escava: o desenho e a pintura tornam-se, na sua obra, um exercício quase obsessivo de aproximação à figura humana, em que o retrato do outro funciona sempre como um
espelho onde o artista procura o seu próprio rosto.Juan Domingues vive e trabalha em Cantanhede. Nascido a 29 de maio de 1981 em Puerto Cabello, Venezuela, filho de emigrantes portugueses, ingressou em 2001 na ARCA — Escola Universit...