A escultura do Cão de Castro Laboreiro expressa-se a partir da interpretação da realidade, da síntese do animal, da raça, duma anatomia peculiar, da ligeireza do mastim. As superfícies são macias e as linhas curvas penetram no espaço, sem agredir, para que exibam uma vibração. Está, por isso, integrada num ambiente natural, no terreno rochoso, porque mesmo sem pastorícia, o Cão estará lá, a fundir-se com a paisagem, a destacar-se, tornando-se visível, para que se evoquem os valores que nos permitem transcender a nossa experiência enquanto humanos.