As danças e os cantares tradicionais constituem-se como parte das múltiplas identidades do que é ser Minho, com diferenças entre o Alto e o Baixo Minho, diferenças entre cada município e localidade, relacionadas com as colheitas e com os hábitos do trabalho e da festa que se procuraram guardar do que à memória de finais do século XIX e inícios do século XX diz respeito. Os grupos que se dedicam à etnografia e ao folclore são, de uma forma geral, importantes, não só pela História que guardam na sua prática, mas pela dinamização lúdica e positiva que fazem nas comunidades em que se inserem. Os Grupos Folclóricos do concelho de Monção são disso exemplo, fazendo um trabalho de reconhecido mérito.
Pedro Figueiredo foi desafiado a mergulhar nas danças e cantares destes grupos, no sentido de procurar captar, para a escultura em metal, com proporções superiores à escala humana, um movimento de par em que se identifica a essência identitária do lugar e dos seus guardadores de memória.
A intervenção escultórica passa agora a trazer a identidade representada pelos vá- rios Grupos Folclóricos para um dos locais mais emblemáticos da Vila de Monção, procurando integrar-se no plano deste município para a arte em espaço público e, sobretudo, desafiando os muitos que visitam Monção a descobrirem as suas aldeias, a sua ruralidade e autenticidade e o tanto que nos conta sobre este Minho de sons, paisagens e contrastes.