Esta escultura, pensada para o Mosteiro de Tibães, é uma proposta de leitura do lugar e das suas identidades e memórias. A obra assume-se como elemento natural, que opera como um espelho da sua envolvência, refletindo “a árvore grossa” perto dela e, também, a forma da “árvore bifurcada” que está atrás, bem como “os pequenos troncos” que crescem do lado esquerdo, combinados numa escultura-casca que é a memória do seu entorno neste espaço-tempo.
CONSTRUCTO NATURAL forma um novo corpo e esse corpo, tendo mais ou menos uma escala humana, assume a relação com o espaço de retiro e com o mosteiro, rememorando os monges que fundaram o complexo de Tibães. Um monge, que ali está, a zelar por todos os elementos naturais do espaço, referindo-os/invocando-os e honrando-os.