O ponto de partida para a proposta do artista foram as características naturais e patrimoniais da Aldeia de Pontido. A intervenção pretende valorizar a poesia do lugar, de uma natureza intacta, com a presença de uma floresta de 89 carvalhos e um património com arquitetura tradicional em granito. O artista entende a escultura como um padrão que estabelece um sinal, marca o lugar, criando um espaço simbólico que pode ser descoberto. Procurou uma solução plástica através de formas simples e lapidares, na função elementar de uma escultura: organizar o espaço através da presença e da ausência de matéria. A escultura entra em diálogo com a envolvente: abre novas perspetivas para que o espetador possa descobrir as particularidades do lugar. A natureza e a arte entram numa relação de simbiose. Em ROSA DOS VENTOS juntaram-se os dois materiais predominantes da aldeia: o granito e o carvalho. A escultura é sempre o resultado de um ato mental e físico, porém sempre respeitando a natureza da matéria.
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