Na chão da Cota, assim conhecida ladeira em Vilares (Bico), emerge um evento que pretende confrontar a perceção do espaço-tempo inerente ao lugar. Motivados pelo entendimento da Hora de Bico como sinal de resistência à imposição de um Chronos como métrica de controlo do espaço, propõe-se uma peça que nos orienta a uma realidade ficcionada, entre o espaço natural e a paisagem humanizada. A intervenção surge como uma provocação ao ritmo perfeito do lugar. Um limite, uma direção, um código, uma escala de cor que acusa uma nunca igual passagem do tempo.