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Amar o Minho | Continuum

2022
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No enquadramento da linguagem expressionista e do gesto, a pintura de Juan Domingues é um ato performativo e de contacto. A narrativa exposta é uma consequência da adaptação dos diálogos com a comunidade local, com o Museu Marítimo de Esposende e a Associação de Pescadores e parte de uma composição em pirâmide composta por 3 atos. Primeiro, temos a representação de São Pedro, padroeiro dos pescadores com valores cromáticos que simbolizam o nascer do sol. Depois, a representação poética da “regateira” com a criança ao colo a segurar uma catraia de Esposende, no intuito de representar e honrar o passado histórico da região, tanto como as gerações futuras. Este era um costume de infância antigo, que interessa lembrar. Temos ainda a ação da atividade piscatória, retratando-se os pescadores em esforço, notando-se o interior do barco com os pescadores a puxarem redes e cordas, intensificando-se a ação com o barco inclinado que representa o perigo e esforço da profissão. Por último, Juan Domingues contactou com um levantamento topográfico do século XIX que serviu de fundo e que estará representado como mapa de Esposende ao lado esquerdo de São Pedro e por detrás da mulher com a criança ao colo.

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