A intervenção artística, constituída por 8 peças, foi pensada para o Parque da Assureira - Centro Literário do Gerês, na freguesia de Vilar da Veiga. A artista tomou como ponto de partida a literatura e o banco utilizado pelo escritor Ramalho Ortigão, que costumava frequentar o parque, tendo criado elementos com referência à fauna e flora do território.
Neste sentido, Liliana Velho criou um circuito que inclui 8 pontos, sendo um deles o designado “Banco do Ramalho”, local onde se sentava o autor de “As Farpas”. As cabras, o lagarto e a águia refletem a diversidade da fauna e o lírio da flora. A água, elemento que marca a identidade do lugar, é o tema de uma das mesas em betão pensadas e intervencionadas pela artista que ainda esculpiu uma figura feminina a ler, na segunda mesa, simbolizando a mensagem de Terras de Bouro como lugar de cultura e natureza.
Liliana Velho
Portugal, 1985
A prática de Liliana Velho parte da observação botânica para reinventar, em barro, um vocabulário próprio sobre a paisagem: plantas colhidas no campo - em Montemor-o-Novo e em Viseu, os dois lugares onde diz ter o coração — dão origem a peças de cerâmica que oscilam entre o registo direto da natureza e a invenção de micro ecossistemas.Nascida em Lisboa em 1985, licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (20...