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"Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem"

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“Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem” é início do poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo (Brasil, 1946), escritora e ativista, tida como uma das mais influentes vozes da escrita contemporânea no Brasil e fundamental para os movimentos de valorização da mulher negra e para a diversidade da cultura afro-brasileira. Para a autora, “escrever é uma
maneira de sangrar”, é uma ferramenta de resistência e memória, que ela apelida de “escrevivência”: uma espécie de fusão da vida, da dor e da luta com a escrita, que dá voz a vozes ancestrais silenciadas e marginalizadas. A sua obra é a sua forma de reconstruir a história coletiva, especialmente, a das mulheres negras.

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