I remain alone
Rita Paupério
2026
Este trabalho pertence ao conjunto de obras desenvolvido no âmbito da série “Middle ground”. A série parte de uma inquietação em torno desse lugar intermédio onde não somos inteiramente uma coisa nem outra. Um dos pontos de partida foi um poema de Mário de Sá-Carneiro, cujo excerto esteve inscrito na parede do meu quarto durante muito tempo:
“Eu não sou eu, nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.”
Esta ideia de estar entre, de ter um pé em cada lado e tentar formar um todo, atravessa os trabalhos da série. As diferentes partes que nos compõem, as camadas que se repetem e acumulam, aquilo que fomos e aquilo em que nos vamos tornando. Entre o opaco e o translúcido, o gesto e a pausa, há uma tentativa de perceber onde estamos enquanto tudo continua a mudar.
Este trabalho pertence ao conjunto de obras desenvolvido no âmbito da série “Middle ground”. A série parte de uma inquietação em torno desse lugar intermédio onde não somos inteiramente uma coisa nem outra. Um dos pontos de partida foi um poema de Mário de Sá-Carneiro, cujo excerto esteve inscrito na parede do meu quarto durante muito tempo:
“Eu não sou eu, nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.”
Esta ideia de estar entre, de ter um pé em cada lado e tentar formar um todo, atravessa os trabalhos da série. As diferentes partes que nos compõem, as camadas que se repetem e acumulam, aquilo que fomos e aquilo em que nos vamos tornando. Entre o opaco e o translúcido, o gesto e a pausa, há uma tentativa de perceber onde estamos enquanto tudo continua a mudar.