em deiscência - fragmento relicário I
Vânia Kosta
2025
A existência deste pequeno e delicado corpo em deiscência, flutua fragilmente entre o estar ou simplesmente desaparecer. Revestido com uma camada “pele” bordada à mão, num formato de relicário, fortemente cicatrizado com pontos simples e alinhavos visíveis, expande-se revelando a sua cor interna vibrante, relembrando nesta ideia de sangramento, a evocação da urgência do apelo ao cuidado e à proteção. As cicatrizes lembram que somos feitos do mesmo tecido, que fazemos parte do mesmo corpo independentemente da cartografia biológica e territorial que se possa bordar sobre a sua pele. Mesmo ferido se expande numa complexa dualidade de dimensões, enaltecendo e reforçando na força da evocação, uma linhagem que o transcende.
A existência deste pequeno e delicado corpo em deiscência, flutua fragilmente entre o estar ou simplesmente desaparecer. Revestido com uma camada “pele” bordada à mão, num formato de relicário, fortemente cicatrizado com pontos simples e alinhavos visíveis, expande-se revelando a sua cor interna vibrante, relembrando nesta ideia de sangramento, a evocação da urgência do apelo ao cuidado e à proteção. As cicatrizes lembram que somos feitos do mesmo tecido, que fazemos parte do mesmo corpo independentemente da cartografia biológica e territorial que se possa bordar sobre a sua pele. Mesmo ferido se expande numa complexa dualidade de dimensões, enaltecendo e reforçando na força da evocação, uma linhagem que o transcende.