COLÓNIA DE SAL VERDE III
COLÓNIA DE SAL VERDE III
COLÓNIA DE SAL VERDE III
COLÓNIA DE SAL VERDE III
COLÓNIA DE SAL VERDE III
COLÓNIA DE SAL VERDE III

COLÓNIA DE SAL VERDE III

Maria Luísa Capela

2024

Corpos ondulantes, navegantes nativos num mar de glória.
Delicados espargos crescem sem impedimentos de luz, com raízes que encaram a fragilidade do solo, deslizantes neste jardim tirano em espaço aberto de verde salgado e forçados à socialização. Seres dependentes a água e sal, residentes de águas paradas poeirentas e lamacentas, peritas em declives hidratados – Salicórnia de seu nome.
Sujeitos firmes despontam no certeiro confine entre o calor árido da terra e o imenso reflexo contrastante do céu, emergentes na paisagem como um musgo entorpecido das seivas do mar e do ar.
Halófitas - hóspedes resilientes da areia movediça da adubação a sódio.
No coração palpitante do mar, colónias coralíferas rompem abaixo da superfície como explosões de cores em extinção por intervenção humana. Quando falamos de isolamento, anunciamos recifes de estado prístino como gigantes hortos aquecidos prestes ao colapso, à semelhança de um curto-circuito irrecuperável.
Repovoamos harmonia - tentativa conturbada de retificar uma herança não merecida.
Regular price €3.700,00 EUR
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Sale Sold out
  • Pintura
126 x 90 cm

Óleo sobre papel preparado

Com moldura

Corpos ondulantes, navegantes nativos num mar de glória.
Delicados espargos crescem sem impedimentos de luz, com raízes que encaram a fragilidade do solo, deslizantes neste jardim tirano em espaço aberto de verde salgado e forçados à socialização. Seres dependentes a água e sal, residentes de águas paradas poeirentas e lamacentas, peritas em declives hidratados – Salicórnia de seu nome.
Sujeitos firmes despontam no certeiro confine entre o calor árido da terra e o imenso reflexo contrastante do céu, emergentes na paisagem como um musgo entorpecido das seivas do mar e do ar.
Halófitas - hóspedes resilientes da areia movediça da adubação a sódio.
No coração palpitante do mar, colónias coralíferas rompem abaixo da superfície como explosões de cores em extinção por intervenção humana. Quando falamos de isolamento, anunciamos recifes de estado prístino como gigantes hortos aquecidos prestes ao colapso, à semelhança de um curto-circuito irrecuperável.
Repovoamos harmonia - tentativa conturbada de retificar uma herança não merecida.