Toalha que Cruzou os Oceanos
Zélia Mendonça
2024
No silêncio da infância, a autora recorda a sua mãe a costurar delicadas toalhas portuguesas, trazidas por imigrantes que cruzavam o Atlântico com sonhos e cultura. Essas toalhas, marcadas pelo tempo e por vivências familiares, tornaram-se símbolos de memória e resiliência. Hoje, a autora reconstrói esses tecidos rasgados com alfinetes e metais, transformando-os em manifestações de afeto e resistência. Com a alma bordada nessas peças, sente a necessidade de retornar a Portugal, não para adquirir, mas para devolver — como forma de reconhecimento, cura e continuidade das histórias das mulheres que, em silêncio, costuram as suas vidas.
No silêncio da infância, a autora recorda a sua mãe a costurar delicadas toalhas portuguesas, trazidas por imigrantes que cruzavam o Atlântico com sonhos e cultura. Essas toalhas, marcadas pelo tempo e por vivências familiares, tornaram-se símbolos de memória e resiliência. Hoje, a autora reconstrói esses tecidos rasgados com alfinetes e metais, transformando-os em manifestações de afeto e resistência. Com a alma bordada nessas peças, sente a necessidade de retornar a Portugal, não para adquirir, mas para devolver — como forma de reconhecimento, cura e continuidade das histórias das mulheres que, em silêncio, costuram as suas vidas.