III Bienal Internacional das Artes em Madeira de Paredes
Filhos da Terra, Filhos da Floresta
- Filhos da Terra, Filhos da Floresta
- 29 setembro – 30 novembro 2026
Filhos da Terra, Filhos da Floresta é uma expressão usada na gíria para, poeticamente, designar quem transforma a madeira em algo útil ou belo. A seleção de artistas que integra a exposição coletiva, que é o ponto de partida para a terceira edição da Bienal Internacional das Artes em Madeira de Paredes, privilegiou aqueles que utilizam a madeira não apenas como suporte, mas como matéria basilar, e que, nas suas indagações e temáticas principais, entendemos serem os mais adequados para interpelar a tríplice de patrimónios deste lugar. No campo artístico, o conceito “interpelar” torna-se especialmente fértil, sendo que uma obra pode interpelar-nos sem formular literalmente uma pergunta e, nos tempos turvos que vivemos, no contexto de um mundo às avessas, as perguntas são fundamentais.
Além de percorrer diferentes geografias e gerações de criadores, esta seleção de artistas viaja entre aqueles que diretamente referenciam objetos do quotidiano, os que trabalham a matéria em sentido puramente poético e aqueles para quem a arte é uma forma de ativismo político e social. Se, por um lado, a narrativa construída ao longo do novo Museu do Mobiliário de Paredes tem em Agostinho Santos a sua bússola, por outro, é através dos artistas Luís Canário Rocha e Xosé Luís Otero que nos ligamos ao tecido industrial local e ampliamos os patrimónios.
O Novo Museu do Mobiliário de Paredes é o epicentro da III Bienal Internacional das Artes em Madeira de Paredes, mas esta terceira edição, mais do que um evento, pretende integrar-se na estratégia do Município de Paredes de reforço da importância, económica e social, das indústrias e dos ofícios que trabalham com e a partir da madeira.
Os artistas escolhidos, tanto para a exposição como para o programa de atividades paralelas, onde também se incluem conversas e visitas guiadas, são os veículos da interpelação que aqui fazemos aos patrimónios histórico e arquitetónico, industrial, artístico e literário e, sobretudo, imaterial e humano, que faz deste território um manancial de hipóteses e de futuros.